Foi a abertura jogada na partida Ian x Osvaldo no Torneio de Xadrez da Fábrica de Cultura da Vila Nova Cachoeirinha no dia 28/08/2015.
O Rodrigo Machado relata desconforto em jogar de pretas contra a Abertura Ponziani. Apesar do relativo sucesso contra ela, não se sente seguro.
Pesquisa nos bancos de dados, indica que tem sido pouco usada entre os jogadores mais fortes. Porque? Existe algum defeito especifico que torne a abertura pouco usada? (mais…)
O estudo dos problemas em xadrez oferecem grande oportunidade de crescimento para o enxadrista.
Eis aqui um problema de xadrez…
Mate em 3.
As brancas jogam e dão xeque-mate em três lances.
Este problema aparece no livro “Estratégia Moderna de Xadrez” de Ludek Pachman. No texto, ele comenta que em 1956, um programa de computador levou 12 minutos para resolver este problema, enquanto ele teria resolvido o problema em menos de um minuto.
Quais seriam as explicações para isso??
Força Bruta. Computadores utilizariam a força bruta para resolver o problema. Calculariam todos lances possíveis e analisariam cada posição resultante.
Experiencia do Enxadrista descarta imediatamente boa parte dos lances possíveis como sendo não promissores.
Problemas artísticos como este tem algumas características estéticas que dão vantagem para o enxadrista. Por exemplo, o primeiro lance da solução de um problema usualmente não é um check.
Nota do editor deste post. Me lembro de ter levado dias para encontrar a solução para este problema. Com a vantagem de ser um posição fácil de ser lembrada. Como sempre, “a curiosidade, mata o gato!” Acabo de colocar a posição no Scid para analise! Ele levou 0.19 segundos para apresentar a solução em meu desktop ( Intel(R) Core(TM)2 Quad CPU Q6600 @ 2.40GHz com 4gb de memória rodando Ubuntu 15.04). A posição foi apresentada para o Scid sem a informação da quantidade de lances para o mate. Em quanto esta informação adicional diminui o tempo de busca de um programa adaptado para considerar esta informação??
Gostaria de falar sobre um problema de xadrez que me fascinou, e espero que possa fascinar vocês também. Essa bela obra encontra-se no muito recomendado livro Xadrez Básico, escrito há mais de meio século pelo Mestre Nacional Doutor Orfeu Gilberto D’Agostini.
Muitos são os diagramas a serem conhecidos por um apaixonado pelo jogo dos reis, mas alguns, por algum motivo específico, podem nos cativar de modo especial. Particularmente a quem está começando no jogo, a ponto de ainda não estar familiarizado com o tema do sacrifício, este problema há de deixar de boca aberta, há de parecer inacreditável!
É muito comum que, após aprender os movimentos e as regras básicas do jogo, o novo jogador de xadrez tenha um apreço especial pela Rainha, também chamada Dama, pois logo se vê que sua mobilidade no tabuleiro é incrível. Ela simplesmente pode andar por verticais, horizontais e diagonais, e ainda quantas casas desejar! “Já sei – pensa o iniciante – vou usá-la para comer todas as peças do adversário, e não a troco por nenhuma outra peça”!
Pois é, caros amigos, mas não é bem assim que as coisas funcionam. O fato é que há situações em que podemos perder uma Rainha, ou uma Rainha e uma Torre, ou até, pasmem, uma Rainha e duas Torres e, ainda assim, ganharmos a partida! Como pode isso? A reposta é clara: o objetivo do jogo, não é capturar peças do adversário, mas sim, dar xeque-mate ao Rei!
Na verdade, nesse fantástico jogo, as coisas são bem mais complexas do que parecem a priori. Não é à toa que ele fascina milhões de pessoas pelo mundo a fora, há séculos!
Bem, isto posto, vamos ao diagrama, afinal, um jogador de xadrez costuma ficar ansioso por ver umas peças no tabuleiro e analisar uma posição e, principalmente, para conseguir uma vitória avassaladora, como é o caso.
“Como isso? Algo está muito errado!” pensa o segundo jogador. “Eu tenho duas Torres e uma Dama por apenas um Bispo! Não pode ser! Nãããããããããão!!!!!!!!!!!
Bom, após todos esses lances incríveis, acho que cabem algumas considerações:
Na verdade, a Dama não é a peça mais importante do jogo. O mais importante do jogo é o Xeque-Mate, pois ele é o que nos faz ganhar ou perder. Não adianta nada você ter um monte de peças a mais, se vai levar Xeque-Mate. Do mesmo modo, você pode considerar sacrificar algumas peças para dar Mate. Por isso eu sugiro: você tem que estar sempre de olho nos Reis, e, primeiramente, no seu Rei! Caso contrário, você corre o risco de pensar “estou ganho”, mas ser surpreendido com um Mate!
O valor das peças é relativo, ou seja, embora a Dama seja, de modo geral, claramente mais poderosa do que um Bispo, posições há em que as coisas podem mudar, devido a alguma compensação. Mas o que é compensação? É justamente esse tipo de situação onde você perde uma Dama, mas pega o Rei com um Mate. Isso sem dúvida compensa, visto que o Mate é o que dá a vitória no jogo! Em outras posições, podemos perder uma torre em troca de um peão, mas pegarmos a Dama depois. Enfim, são muitas as possibilidades de compensação, e agora que você já sabe disso, que tal jogar umas partidas e tentar observar isso na prática? Bom jogo!