CHESS; QUEEN VS. TWO ROOKS – neste artigo, o uso da notação descritiva, e a falta dos diagramas que parece, estavam disponiveis no artigo original, precisa ser reconstruido pelo arqueologo.
Gostaria de falar sobre um problema de xadrez que me fascinou, e espero que possa fascinar vocês também. Essa bela obra encontra-se no muito recomendado livro Xadrez Básico, escrito há mais de meio século pelo Mestre Nacional Doutor Orfeu Gilberto D’Agostini.
Muitos são os diagramas a serem conhecidos por um apaixonado pelo jogo dos reis, mas alguns, por algum motivo específico, podem nos cativar de modo especial. Particularmente a quem está começando no jogo, a ponto de ainda não estar familiarizado com o tema do sacrifício, este problema há de deixar de boca aberta, há de parecer inacreditável!
É muito comum que, após aprender os movimentos e as regras básicas do jogo, o novo jogador de xadrez tenha um apreço especial pela Rainha, também chamada Dama, pois logo se vê que sua mobilidade no tabuleiro é incrível. Ela simplesmente pode andar por verticais, horizontais e diagonais, e ainda quantas casas desejar! “Já sei – pensa o iniciante – vou usá-la para comer todas as peças do adversário, e não a troco por nenhuma outra peça”!
Pois é, caros amigos, mas não é bem assim que as coisas funcionam. O fato é que há situações em que podemos perder uma Rainha, ou uma Rainha e uma Torre, ou até, pasmem, uma Rainha e duas Torres e, ainda assim, ganharmos a partida! Como pode isso? A reposta é clara: o objetivo do jogo, não é capturar peças do adversário, mas sim, dar xeque-mate ao Rei!
Na verdade, nesse fantástico jogo, as coisas são bem mais complexas do que parecem a priori. Não é à toa que ele fascina milhões de pessoas pelo mundo a fora, há séculos!
Bem, isto posto, vamos ao diagrama, afinal, um jogador de xadrez costuma ficar ansioso por ver umas peças no tabuleiro e analisar uma posição e, principalmente, para conseguir uma vitória avassaladora, como é o caso.
“Como isso? Algo está muito errado!” pensa o segundo jogador. “Eu tenho duas Torres e uma Dama por apenas um Bispo! Não pode ser! Nãããããããããão!!!!!!!!!!!
Bom, após todos esses lances incríveis, acho que cabem algumas considerações:
Na verdade, a Dama não é a peça mais importante do jogo. O mais importante do jogo é o Xeque-Mate, pois ele é o que nos faz ganhar ou perder. Não adianta nada você ter um monte de peças a mais, se vai levar Xeque-Mate. Do mesmo modo, você pode considerar sacrificar algumas peças para dar Mate. Por isso eu sugiro: você tem que estar sempre de olho nos Reis, e, primeiramente, no seu Rei! Caso contrário, você corre o risco de pensar “estou ganho”, mas ser surpreendido com um Mate!
O valor das peças é relativo, ou seja, embora a Dama seja, de modo geral, claramente mais poderosa do que um Bispo, posições há em que as coisas podem mudar, devido a alguma compensação. Mas o que é compensação? É justamente esse tipo de situação onde você perde uma Dama, mas pega o Rei com um Mate. Isso sem dúvida compensa, visto que o Mate é o que dá a vitória no jogo! Em outras posições, podemos perder uma torre em troca de um peão, mas pegarmos a Dama depois. Enfim, são muitas as possibilidades de compensação, e agora que você já sabe disso, que tal jogar umas partidas e tentar observar isso na prática? Bom jogo!
Cabe estudo aos finais! Afinal, triste é chegar ao final da partida e não conseguir o melhor resultado!
Aqui estamos pressupondo que seu bando não perdeu na abertura e nem foi massacrado no meio do jogo. Para evitar estes desastres, cabe jogar. E jogar bastante!
Para demostrar a questão dos finais observemos o final não-trivial de Rei e Cavalo contra Rei e Torre.
No caso abaixo, as brancas jogam e ganham. Você consegue ver como?
Este caso demonstra que é possível ao bando com a Torre ganhar a partida. Isso ficou facilitado porque o cavalo ficou distanciado do seu Rei, permitindo a sua captura.
Mas, e nesta situação?
Idéias
A ideia básica no final Rei+Torre x Rei+Cavalo é capturar o Cavalo para depois partir para o final de Rei+Torre x Rei.
Procurar restringir o movimento do Cavalo, afastando-o do centro, grande-centro, procurando leva-lo para um dos cantos 2×2.